Almanaque da Comunicação

       
 
 
 

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Livros de história/Memória


História da Imprensa no Brasil

Autor: Nelson Werneck Sodré

O livro de Nelson Werneck Sodre, 584 páginas, considerado um clássico da historiografia da imprensa brasileira, foi originalmente editado em 1966 pela Editora Civilização Brasileira, com apresentação de Jânio de Freitas. O autor faz um registro das origens de nossa imprensa e principais títulos destacando o seu perfil, contexto político, influência, avanços tecnolôgicos e personagens (impressores e jornalistas). Ó autor faz uma análise da imprensa considerando o contexto socio-político dos períodos Colonia, Brasil Império, República Velha, Revolução de 30, até o período que antecede o golpe militar de 64. Pode ser adquirido em livrarias.

Jornal, História e Técnica. História da Imprensa Brasileira

Autor: Juarez Bahia

O livro de Juarez Bahia, 448 páginas, editado pela Ática em 1980, faz um registro da história da imprensa no Brasil: suas origens, os jornais engajados, a imprensa panfletária, a sua evolução da etapa artesanal para industrial, os efeitos da I Guerra Mundial, a importância das revistas, o surgimento da grande imprensa, as agências de noticias, a indústria do papel e ainda os desvios da liberdade de imprensa, a censura, restrições impostas a empresas e profissionais. Analisa também a questão dos monopólios da informação. Pode ser adquirido em livrarias.

Contribuição À Imprensa Brasileira

Autor: Hélio Vianna

Este livro, também um clássico da historiografia brasileira, não se encontra em livrarias. Pode ser adquirido em sebos ou consultado em bibliotecas públicas e especializadas em comunicação. A obra de 666 páginas foi editada originalmente em 1945 pela Imprensa Nacional do Rio de Janeiro. O autor faz o registro dos principais títulos da imprensa brasileira no século XIX, através de fontes primárias : jornais antigos do colecionador Francisco Marques dos Santos e outros períodicos da Bibloioteca Nacional e Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Seu foco é o período 1812-1869.

Cobras Criadas

Autor: Luiz Maklouf de Carvalho

Livro de 600 páginas, Editora Senac, lançado em 2001. Luiz Maklouf de Carvalho mergulha na vida e obra do jornalista David Nasser, ex-diretor da Revista O Cruzeiro, um dos mais destacados personagens da imprensa brasileira no século XX. O autor colheu documentos, consultou coleções da revista O Cruzeiro e realizou mais de uma centena de entrevistas para traçar um perfil mais próximo da realidade do polêmico homem de imprensa, desconstruindo o mito, até então existente, em torno do personagem. Pode ser adquirido em livrarias.

Um Jornal Assassinado- A Última Batalha do Correio da Manhã.

Autor: Jefferson de Andrade

O livro de Jefferson de Andrade, 376 páginas, Editora José Olympio, contou com a colaboração do vetererano jornalista Joel Silveira, editado em 1991, não disponível no mercado, apenas em sebos e para consulta em bibliotecas especializadas. O autor conta a história de lutas e resistência e o ocaso do jornal Correio da Manhã, um dos mais importantes jornais da imprensa brasileira, protagonista de grandes acontecimentos de nossa história. Para escrever a obra o autor consultou as coleções do jornal desde 1901 e fez entrevistas exclusivas com Niomar Muniz Sodré Bittencourt, ex-diretora do Jornal, presa pela ditadura em 1968.

O Império De Papel-Os Bastidores De O Cruzeiro

Auor: Accioly Neto

O jornalista Accioly Neto foi um privilegiado observador e protagonista da trajetória da revista O Cruzeiro, que dirigiu durante mais de 40 anos. Na obra de 166 páginas, Editora Sulina, lançada em 1998, Accioly Neto conta os bastidores da revista no seu nascedouro, as pretensões de Assis Chateaubriand, as dificuldades iniciais, o áuge da revista, a edição internacional de O Cruzeiro e o ocaso e fim da publicação. Pode ser adquirido em sebos e para consulta bibliotecas especializadas em comunicação.

Chatô. O Rei Do Brasil

Autor: Fernando Morais

Em 736 páginas, Editora Companhia das Letras. Fernando Morais traça um perfil biográfico detalhado de Francisco de Assis Chateaubriand  Bandeira de Mello, o maior empresário da mídia no século XX, proprietário de uma rede de emissóras de televisão, emissóras de rádio, jornais e revistas, além de investidor em outros segmentos da economia: farmaceútico e de aviação, dentre outros. O autor mergulhou na vida e obra do personagem, destacando o seu empreendedorismo, as suas contradições, o seu espírito combativo, as chantagens e perseguição aos desafetos e ainda o seu fim: incapacitado por um derrame. Pode ser adquirido em livrarias.

O Brasil Sem Retoque. 1808-1964

Autor : Carlos Chagas

Em 660 páginas, editora Record, lançado em 2001, o jornalista Carlos Chagas faz uma reconstrução da história do Brasil, desde a chegada da família real até o golpe de 1964, contada a partir dos registros de jornais. O autor relata os principais acontecimentos políticos e de impacto social e transcreve as noticias e repercussão na mídia, com seus comentários, em particular, no período a partir da segunda crise do Governo Vargas onde Chagas foi um privilegiado observador como cronista político. Pode ser adquirido em livrarias.

Noticias do Planalto-A imprensa e Fernando Collor

Autor: Mario Sérgio Conti

Mario Sérgio Conti foi diretor de redação da revista Veja de 1991 a 1997 e nesse período testemunhou, dentre outros acontecimentos que impactaram o Brasil, o impeachment do Presidente Fernando Collor de Melo. No livro de 720 páginas, editora Companhia das Letras, Conti descreve a cobertura da mídia, o seu posicionamento, bastidores do processo político, revelando os laços invisíveis entre as redações e os políticos. O autor consultou dezenas de jornais e revistas da época e realizou mais de uma centena de entrevistas. Pode ser adquirido em livrarias.

História da fotorreportagem no Brasil

Autor: Joaquim Marçal Ferreira de Andrade

O livro tem como foco a fotografia na imprensa do Rio de Janeiro desde a sua descoberta em 1839 até 1900. Em 284 páginas, selo da editora Campus (edições da Biblioteca Nacional), impresso em 2004, o autor descreve os vários processos fotográficos desenvolvidos no século XIX, a sua aplicação na imprensa, a transição da imagem, os primórdios da fotorreportagem e o seu desenvolvimento. A obra é fundamentada na consulta de fontes primárias: coleções de períodicos ilustrados da época. Pode ser adquirido em livrarias.

Antologia do Correio Braziliense

Autor: Barbosa Lima Sobrinho

O livro do ex-Presidente da ABI, Barbosa Lima Sobrinho, editora Catedra, 644 páginas, é um copilado dos melhores textos de Hipólito da Costa no Corrreio Braziliense, período 1808-1822, a critério do autor que priorizou o debate político, o contexto das lutas pela independência e os reflexos da Revolução do Porto, no Brasil, inclusive na legislação de imprensa, assunto recorrente nos escritos de Hipólito da Costa. A obra originalmente editada em 1977 pode ser adquirida em sebos ou consultada em bibliotecas públicas e especializadas em comunicação.

Insultos Impressos

Autor: Isabel Lustosa

A autora colheu em jornais e panfletos brasileiros do período que antecedeu a independência do Brasil e no ano seguinte (1821-1823), textos que demonstram a virulência do discurso e refletem a luta política travada nos bastidores pelos seus principais protagonistas. Em 496 páginas, Companhia das Letras, editado em 2000, a obra comenta os conteúdos da imprensa engajada com foco no insulto, acobertado pela legislação da época que favorecia o anonimato. Pode ser adquirida em livrarias.

Minha Razão de Viver

Autor: Samuel Wainer

A obra editada pela Record, 1988, teve a coordenação editorial de Augusto Nunes e prefácio do escritor Jorge Amado. No livro, Wainer que durante muitos anos dirigiu a redação da revista O Cruzeiro, descreve a sua trajetória profissional, as suas relações com Assis Chateaubriand e com o poder, as suas conquistas e derrotas e faz algumas confidências, pecados cometidos na sua condição de protagonista de grandes acontecimentos brasileiros, no papel de diretor da revista semanal de maior cobertura e circulação. Pode ser adquirido em livrarias.

Reportagens que abalaram o Brasil

Organização: Raimundo Magalhães Júnior

Livro fora de mercado apenas disponível em sebos e, para consulta, em bibliotecas especializadas em comunicação. A obra de 207 páginas é uma copilação de 14 reportagens que tiveram grande repercussão na mídia e algumas influência determinante nos acontecimentos políticos. Reportagens assinadas por Carlos Lacerda, Joel Silveira, Murilo Melo Filho, Otto Lara Rezende, Samuel Wainer, dentre outros.

Cipriano Barata Na Sentinela Da Liberdade

Autor: Marco Morel

O livro registra a biografia e papel político de Cipriano Barata, um dos personagens esquecidos ou menos destacados, no processo político pre e pós independência do Brasil. Em 410 páginas, edição da Academia de Letras e Assembléia Legislativa da Bahia com apresentação do prof Luis Henrique DiasTavares, Morel traça o perfil do personagem, o seu carisma, a sua resistência e a perseverança como jornalista editando as suas “Sentinelas da Liberdade…”, mesmo nos cárceres. Revela o panfletário, o herói e também o personagem polêmico.

Cale a Boca, jornalista!

Autor: Fernando Jorge

O Título do livro é inspirado num episódio ocorrido nos estertores da ditadura militar quando o General Newton Cruz deu uma chave de braço num radialista e o mandou calar a boca, episódio repercutido pela TV na época. Na obra de 228 páginas, Editora Vozes, 1987, o autor, faz um registro da repressão e censura à imprensa e profissionais no Brasil, desde os primórdios até os períodos políticos de autoritarismo recente como o Estado Novo e os governos militares após o golpe de 1964. Pode ser adquirido em sebos.

Grandes Pecados Da Imprensa

Autor: Sebastião Nery

Sebastião Nery, autor de vários livros sobre folclóre político, nesta obra, Geração Editorial, 2000, mostra o contraditório do noticiário da imprensa e os ses exageros em episódios políticos de grande repercussão. Nery aponta, em 292 páginas, os “pecados”  na sua avaliação, cometidos na cobertura de acontecimentos que envolveram Ruy Barbosa, Getúlio Vargas, João Goulard, Juscelino Kubitschek, Orestes Quercia, Mário Andreazza, Alceni Guerra, dentre outros. Pode ser adquirido em livrarias.

Hipólito José da Costa

Organização: Sérgio Goes de Paula

Livro de 652 páginas, Editora 34, O autor copilou, na obra, textos de Hipólito da Costa publicados no Correio Braziliense a partir de 1820 até 1822. Sérgio de Paula fez a opção deste período cronolôgico levando em consideração a obra de Barbosa LIma Sobrinho que destaca também textos de Hipólito anteriores à data referencial e ainda o contexto político da independência do Brasil; o jornalista, residente em Londres onde editava o mensário, era um formador de opinião qualificado, nesse processo. Pode ser adquirido em livrarias.

História de Revistas e Jornais Literários

Autor: Plinio Doyle

O livro editado pela Fundação Casa de Ruy Barbosa do Ministério da Educação e Cultura, denominado de “coleção de estudos bibliográficos”, é um registro de alguns títulos (jornais e revistas), raridades bibliográficas, especializados em literatura. O autor, um avalizado bibliófilo brasileiro, relaciona na obra, dentre outras publicações, a Revista da Sociedade Fenix Literária, Gazeta Literária, A Nova Revista, Klaxon, Festa, Revista de Antropofagia, Verde…  Editado em 1976, com 208 páginas, pode ser adquirido em sebos ou para consulta em bibliotecas públicas e especializadas.

A Trincheira da Liberdade

Autor: Edmar Morel

O intuíto da obra, Editora Record, 206 páginas, é registrar a história da Associação Brasileira de Imprensa-ABI. O autor destaca o pionerismo de Gustavo de Lacerda, o papel institucional da entidade e as suas lutas para garantir a liberdade de imprensa; destaca as administrações Herbert  Moses e Barbosa Lima Sobrinho, dentre outras. Inclui registro fotográfico histórico. O livro foi editado em 1985 e está fora de mercado, mas pode ser adquirido em sebos ou consultado em livrarias especializadas em comunicação.

Diário de Pernambuco- História e Jornal de Quinze Décadas

Autor: Arnoldo Jambo

A obra publicada em 1975, a propósito do sesquicentenário do mais antigo jornal brasileiro em circulação, registra as origens do jornal, o seu diferencial de jornal voltado para negócios, as lutas políticas, os momentos de glória e também os períodos de dificuldades durante a administração dos Diários Associados, altos e baixos que valorizam a sua trajetória. Registra, em fotos, alguns de seus proprietários e manchetes históricas. Com 552 páginas o livro pode ser adquirido em sebos.

A Censura Política Na Imprensa Brasileira

Autor: Paolo Marconi

O livro de 314 páginas, Editora Àtica, ano 1980, prefácio de Antonio Callado, é um registro da censura praticada pelos regimes militares a partir de 1968 quando passou a vigorar o Ato Institucional AI5, até 1978 quando ocorre um certo relaxamento nas restrições impostas à empresas e profissionais. O autor teve acesso aos bilhetinhos internos da revista Veja e também a mais de uma centena de documentos, com orden expressas ou insinuadas de autoridades militares, reiterando proibições em torno de assuntos que a imprensa “nao deveria tratar”. Pode ser consultado em bibliotecas especializadas em comunicação.

Anábase. História da Gazeta Mercantil

Autor: Claúdio Lachini

Anábase, explica o autor, é palavra originária do grego que significa “uma viagem longa, atormentada e cansativa”. Em 328 páginas Lachini narra a trajetória da Gazeta Mercantil: o seu começo em 1920, ainda como um Boletim mimiografado e confidencial, As dificuldades de se manter a proposta original de ser um veículo especializado em economia, a sua transformação e modernização em meados da década de 70 e os novos rumos nos anos 80 e 90, ilustrado com fotografias. O autor como executivo do jornal foi testemunha de muitos dos eventos narrados. Pode ser consultado em bibliotecas especializadas em comunicação.

A Primeira Gazeta Da Bahia. Idade D’ Ouro do Brasil

Autor: Maria Beatriz Nizza Da Silva

Em 362 páginas com selo editorial da Edufba, a autora mergulha no conteúdo do jornal Idade D’Ouro do Brasil, editado na Bahia entre 1811 e 1822, primeira publicação de iniciativa privada da imprensa brasileira. Maria Beratriz descreve o períodico e faz uma leitura da Bahia antiga a partir dos registros do períodico: Avalia a urbanização de Salvador, rede de comunicações, tráfico de escravos, grupos sociais, vida cotidiana, cultura e a importância e influência da gazeta nos eventos políticos da Independência.

Villas-Bôas Corrêa. Conversa Com a Memória

Autor: Villas Bôas Corrêa

Ao completar mais de meio século de atividade jornalista o cronista político Villas-Bôas Corrêa escreveu este livro, Editora Objectiva, ano de 2002. Transcreve lembranças de sua trajetória privilegiada como testemunha de bastidores de importantes acontecimentos na vida do país. Narra os encontros com figuras-chave da política nacional, a sua rotina de mais de uma década na cobertura das duas casas legislativas, avalia personalidades da mídia e autoridades e, em anexos, transcreve reportagens de sua autoria que tiveram grande repercussão. Pode ser adquirido em livrarias.

A Vida de Simões Filho

Autor: Pedro Calmon

O historiador Pedro Calmon traça, nesta obra, um perfil do político e jornalista Ernesto Simões Filho, fundador do jornal A Tarde da Bahia. O livro de 232 páginas descreve alguns episódios marcantes na vida do jornalista e seu jornal, os primórdios, a estabilidade, as consequências da revolução de 30, o exílio, o retorno ao Brasil, o convite para assumir o MInistério de Educação, a importância de A Tarde no contexto regional. O historiador teve acesso a documentos fornecidos pela família do homenageado e pelo seu irmão que durante mais de 40 anos foi redator-chefe do jornal. Pode ser consultado em blibliotecas especializadas em comunicação.

História de A Provincia do Pará

Autor: Carlos Rocque

Carlos Rocque narra a trajetória de um dos mais antigos jornais do país, em circulação desde 1876. O autor descreve o contexto político da época, a importância de A Provincia no nascedouro, as principais campanhas, o impacto do incêndio que destruiu as suas instalações, a aquisição do título por Assis Chateaubriand, o sucesso e também as dificuldades financeiras. Pode ser adquirido em sebos e consultado em bibliotecas especializadas em comunicação.

O Problema da Imprensa

Autor: Barbosa Lima Sobrinho

Esta obra é uma raridade bibliográfica, impressa na tipografia do célebre Almanak Laemmert em 1923, dificilmente encontrada em sebos, mas pode ser consultada em bibliotecas públicas. O autor, ex-presidente da ABI, na época era um jovem estudante de direito, aborda basicamente a questão da liberdade de imprensa tentando estabelecer uma linha divisória entre os abusos e a liberdade propriamente dita. Revisa os períodos de restrições à imprensa vividos pelo Brasil até a década de 20. Tem 278 páginas, Editor Alvaro Pinto do Rio de Janeiro.

Hipólito da Costa e o Correio Braziliense

Autor: Carlos Rizzini

Livro fora do mercado dificilmente encontrado, mesmo em sebos, porém disponível para consulta em bibliotecas públicas e especializadas em comunicação. A obra editada pela Companhia Editora Nacional em 1957, é um clássico sobre a vida e obra de Hipólito da Costa, ricamente ilustrado com fotografias do personagem, sua casa, família, local de trabalho, túmulo e até documentos pessoais. Em 308 páginas o autor destaca o papel de Hipólito como protagonista, à distância, da Independência do Brasil.

Atravessando Um Século-A Vida de Altamirando Requião

Autor: Claudio Veiga

Altamirando Requião foi (Junto com Jorge Calmon e Odorico Tavares) uma das maiores referências do jornalismo baiano no século XX. Neste livro, Editora Record, 142 páginas, o professor Claudio Veiga, Presidente da Academia de Letras da Bahia, traça um perfil biográfico do diretor e proprietário do Diário de Noticias; o político e o jornalista. Altamirando tinha no sangue a polêmica. Um dos episódios que melhor define a sua personalidade é o processo judicial movido contra 30 bispos da igreja católica. Pode ser consultado em bibliotecas públicas e especializadas em comunicação.

Antologia Do Jornalismo Brasileiro

Autor: Pedro Timotheo

A obra de 412 páginas foi editada em 1944 e pode ser consultada apenas em bibliotecas públicas especializadas em comunicação, dificilmente encontrado em sebos. O autor traça o perfi biográfico de meia centena de jornalistas e transcreve alguns textos de sua autoria. Dentre outros profissionais Thimoteo destaca Alvarus de Oliveira, Barbosa Lima Sobrinho, Heitor Moniz, Licurgo Costa, Orestes Barbosa, Raul Pederneiras, Viriato Corrêa.

Associação Bahiana De Imprensa. 50 Anos

Autor: Nelson Varón Cadena

O livro do coordenador deste Portal do Almanaque da Comunicação foi editado pela Empresa Gráfica da Bahia em 1980 para marcar as comemorações de meio século de vida da ABI. O autor faz um registro cronolôgico, baseado nas atas da própria entidade e fontes de jornais da época, dos principais acontecimentos protagonizados pela Associação Bahiana de Imprensa. Aporta, dentre outros documentos, os ofícios do Governador Antônio Carlos Magalhães, justificando as suas restrições ao Jornal da Bahia. Pode ser consultado em bibliotecas especializadas em comunicação.

A Tipografia do Beco Da Misericórdia

Autor: Eduardo Martins

O autor narra em 232 páginas a história da tipografia de José Rodrigues da Costa, primeiro estabelecimento gráfico, de iniciativa particular, da Paraiba. Martins conta as circunstâncias da transferência do tipógrafo do Recife para João Pessoa, o estabelecimento da oficina, os trabalhos realizados, os jornais editados, ressaltando a sua importância na primeira metade do século XIX. Pode ser adquirido em sebos e para consulta em bibliotecas públicas e especializadas em comunicação.

Liberdade de Imprensa

Autor: Karl Marx

O livro de 224 páginas, L&PM Pocket, é uma coletânea de artigos que tratam sobre a influência, manipulação, liberdade e outros enfoques, relativos à imprensa, publicados por Karl Marx em jornais alemães nas décadas de 40, 50 e 60 do século XIX. Marx comenta, dentre outros assuntos, a guerra civil americana, o caso Trent e o papel da imprensa na crítica a funcionários do Governo. Pode ser adquirido em sebos e consultado em bibliotecas públicas.

A Tipografia Imperial e Nacional, da Bahia

Autor: Renato Berbert de Castro

O livro de 276 páginas, Editora Atica, 1984, tem prefácio do historiador Pedro Calmon. O autor conta a trajetória da tipografia estabelecida no município de Cachoeira, com um prelo enviado por Dom Pedro I ao Conselho Interino de Governo que lutava contra as tropas do General Madeira. Revela documentos relacionados com a tipografia e suas publicações e os protagonistas políticos e, na segunda parte da obra, cataloga os impressos da oficina, incluindo os jornaisO Independente Constitucional, O Bahiano, Correio Mercantil,dentre outros. Pode ser consultado em bibliotecas públicas e especializadas em comunicação.

Imprensa MIneira. Dicionário Biográfico

Autores: André Carvalho e Waldemar Barbosa

A obra de 252 páginas, selo do Armazem das Idéias, 1994, é um dicionário do jornalismo mineiro com verbetes de jornalistas e períodicos de MInas Gerais. Trabalho minucioso com mais de 3.000 verbetes por ordem alfabética. Destaca 20 páginas com fotografias. Pode ser adquirido em sebos e consultado em bibliotecas públicas e especializadas em comunicação.

O Diário da Bahia e o Século XIX

Autora: Kátia Maria de Carvalho Silva

O Diário da Bahia foi seguramente o mais influente jornal baiano no século XIX. Nesta obra, 260 páginas, Edições Tempo Brasileiro, 1979, a autora narra a trajetória do jornal, desde a sua fundação em 1.856 até o fim do século (1.899) quando teve a sua circulação interrompida, retomada dois anos depois. Destaca o papel político desempenhado no período analisado, a sua importância na vida social e cultural do Estado, a sua influência e os seus principais protagonistas. Pode ser adquirido em sebos e consultado em bibliotecas públicas e especializadas em comunicação.

Um Repórter na ABI

Autor: Victor de Sá

Livro muito raro, editado nas oficinas do jornal A Noite, provavelmente em 1949. Não se encontra com facilidade em bibliotecas, pois sofreu censura, mas pode ser adquirido em sebos. A obra narra em 336 páginas a história da Associação Brasileira de Imprensa-ABI. É muito rico em informações, algumas inêditas, não aproveitadas por outros escritores que mais tarde trataram do assunto. A segunda parte do livro é praticamente um líbelo contra o presidente da entidade Herbert  Moses, o que explica a sua rejeição.

A Bahia de Outr’ora, Agora

Autora: Angeluccia Bernardes Habert

A obra é um estudo da publicação Artes & Artistas, uma revista especializada em cinema que circulou na Bahia na década de 20, edição da Academia de Letras e Assembleia Legislativa da Bahia, em 2002. A autora descreve a importância da revista, mesmo com o seu perfil provinciano, o seu viés de entretenimento, destacando o seu pionerismo, no contexto do boom da indústria cinematográfica, naquela época. Revela, ainda, o empreendedorismo de seu editor, Arthur Arezio. Pode ser consultado em bibliotecas públicas e especializadas em comunicação.

Anais da Imprensa da Bahia

Autores: Alfredo de Carvalho e João Nepomuceno Torres

O livro editado pelo Instituto HIstórico e Geográfico da Bahia em parceria com a Ucsal, 312 páginas, re-edita o catálogo original dos autores, publicado inicialmente em 1911 e que estava fora do mercado, mesmo em sebos. Contém verbetes de cerca de 1.800 publicações baianas do primeiro século de nossa imprensa, detalhando anos de publicação, editores, endereços das tipografias e características de cada períodico. A obra tem apresentação da professora Sonia Serra.

A União. Jornal e HIstória da Paraiba

Autor: Eduardo Martins

Surgido em fevereiro de 1893 o jornal A União é considerado o decano da imprensa paraibana. O autor narra em 316 páginas a trajetória do jornal que nasceu Republicano, a sua importância no contexto político da época, as inovações tecnolôgicas,a crise dos anos 70. O livro é ilustrado com fotografias e traz um catálogo de edições da Imprensa Oficial, destacando 354 publicações

Midia Controlada-A História da Censura no Brasil e no Mundo

Autor: Sérgio Mattos

O autor faz um registro em 232 páginas, Editora Paulus, 2005, da censura no mundo e no Brasil: as suas origens, a herança brasileira, a censura à imprensa nas duas guerras mundiais e nos conflitos da Coréia, Vietnã, Malvinas e Guerra do Golfo, Aborda também a censura policial no Brasil e a ameaça de um controle dos meios de comunicação do país, através de projetos de lei em andamento. Pode ser adquirido em livrarias ou consultado em bibliotecas especializadas em comunicação.

HIstória da Comunicação

Autores: Marcello de Ipanema e Cybelle de Ipanema

Este livro editado pela Universidade de Brasilia em 1967 é, inicialmente, um registro da história da comunicação, até o advento da tipografia e, na segunda parte, a comunicação no Brasil a partir do estabelecimento do Correio Braziliense e Gazeta do Rio de Janeiro, em 1808. Em 352 páginas, os autores descrevem a evolução dos meios, incluindo os suportes, a evolução da imprensa no Brasil e a comunicação na Guanabara, década a década. destacando os seus principais títulos. Pode ser adquirido em sebos e consultado em bibliotecas públicas.

Arthur Arezio da Fonseca

Autor: Luis Guilherme Pontes Tavares

O personagem tema deste livro editado pela Empresa Gráfica da Bahia, 162 páginas, 2005, foi um notável artista gráfico e editor de revistas culturais, além de autor de vários livros técnicos sobre o assunto. Desenvolveu a sua atividade no final do século XIX até a década de 30. O autor registra as suas origens, a sua contribuição profissional como técnico e promotor de cultura e mostra o chefe das oficinas da Imprensa Oficial do Estado, cargo exercido a convite de J.J Seabra. O livro, ilustrado com fotografias, pode ser adquirido na Empresa Gráfica da Bahia e consultado em bibliotecas especializadas em comunicação.

Estudos de HIstória da Legislação de Imprensa

Autor: Marcello de Ipanema

O autor registra em 146 páginas, Editora Aurora, 1949, as leis que vigoravam na Europa e Portugal no tempo do descobrimento, o nascedouro da imprensa brasileira sob censura prévia, a influência da Revolução do Porto, as leis que vigoraram durante o período do Império e primórdios da República, as restrições da Lei Adolfo Gordo e a censura, sob regime de exceção, durante o período da Revolução de 30 e Estado Novo. Livro muito raro, dois volumes, disponível para consulta em bibliotecas públicas e, para compra, possivelmente, em sebos qualificados.

Correio do Povo. História e memórias

Autor: Sérgio R. Dillenburg

Fundado por Caldas Junior em 1895 o Correio do Povo, do Rio Grande do Sul, é um dos mais antigos jornais brasileiros em circulação. A sua história é contada neste livro, Ediuf 1997, como registro comemorativo do centenário da publicação. O autor conta as origens do jornal, o seu contexto político, as grandes campanhas realizadas, a apreensão do jornal pela polícia do Governo Vargas, dentre outros acontecimentos. Reproduz, ainda, entrevista com Breno Caldas, presidente do grupo editorial. Pode ser consultado em bibliotecas especializadas em comunicação.

Não Deixe Esta Chama Se Apagar

Autor: João Falcão

O autor, empresário bem sucedido após militância no Partido Comunista  foi fundador e proprietário do Jornal da Bahia, um símbolo de resistência da imprensa baiana nas décadas de 60/70, o veículo alvo de perseguições pelo Governo do Estado. Esta história é contada pelo seu principal protagonista que revela detalhes de sua briga com Antônio Carlos Magalhães, as tentativas de conciliação mediadas pela ABI, a campanha para não deixar apagar a chama e finalmente as circunstâncias da venda do título. São 252 páginas, Editora Revan.

Os Debates dos Jornalistas Brasileiros

Autor: Federação Nacional dos Jornalistas-Fenaj

Este livro editado em 1983, sob a coordenação da professora Maria Elena Hermosilla Saraiva, 216 páginas, é um registro histórico das lutas e propostas da Federação Nacional dos Jornalistas, no período 1970-1982, em defesa do diploma e outras garantias profissionais. Relaciona os textos apresentados e as propostas que se transformaram em Leis.

A Primeira Imprensa da Bahia e Suas Publicações

Autor: Renato Berbert de Castro

Em 168 páginas, edição do Governo do Estado da Bahia em 1968,  o autor, colecionador de jornais e revistas antigos, descreve a tipografia de Manuel Antônio da Silva Serva, primeira oficina gráfica da Bahia e relaciona, uma a uma, as suas publicações, no período 1811-1819. São longos verbetes, ilustrados, com muita informação de cada título. O livro conta as origens da tipografia, as dificuldades iniciais do empreendedor, a sua importância no contexto político, econômico e social de Salvador. Pode ser adquirido em sebos e consultado em bibliotecas públicas.

Uma HIstória Social da Mídia

Autores: Asa Briggs e Peter Burke

Neste livro, Editora Jorge Zahar, 374 páginas, os autores analisam a evolução da mídia ao longo da história considerando a sua influência e contribuição na formação da sociedade de massas e estabelecendo paralelos entre os meios de comunicação e os meios de transporte, estes últimos indispensáveis para a difusão e multiplicação da mídia. Registra a revolução da prensa, a esfera pública da mídia na Europa pre-industrial, a mídia como quarto poder e os novos tempos de convergência. Pode ser adquirido em livrarias

Outros livros sobre o assunto. Catálogo por autor/ordem alfabética :
Achilles, Aristheu
Os jornais na Independência, Brasília, Thesaurus Editora, 1976

Almeida Filho, Hamilton
A sangue quente – A morte do jornalista Vladimir Herzog, São Paulo, Alfa-ômega, 1978

Aranha, Vitor Hugo

A imprensa nacional à luz dos fatos, Rio, 1908

Araújo, Maria de Fátima S.
História e ideologia da imprensa na Paraíba – Dados históricos e técnicos, João Pessoa, A União Cia. Editora, 1983

Paraíba, imprensa e vida – Jornalismo impresso 1826 a 1986, Campina Grande, Grafset, 1986

Alves, Alzira (org.)
A imprensa em transição – O jornalismo brasileiro nos anos 50, Rio, Fundação Getúlio Vargas, 1996

Azevedo, Ferdinand
Ensino, jornalismo e missões jesuíticas em Pernambuco – 1866-1874, Recife, Fundação Antônio dos Santos Abranches, 1981

Azevedo, Moreira de
Origem e desenvolvimento da imprensa no Rio de Janeiro, Rio, 1865

Badaró, Líbero
Liberdade de imprensa , São Paulo, Parma, 1981

Baciu, Stefan
Lavradio, 98 – Histórias de um jornal de oposição: a Tribuna da Imprensa ao tempo de Carlos Lacerda, Rio, Nova Fronteira, 1982 Bagdikian,

Bahia, Juarez
Três fases da imprensa brasileira , Santos, Presença, 1960

Barata, Mário
Presença de Assis Chateaubriand na vida brasileira, São Paulo, Martins, 1970

Barbosa, Marialva
Os donos do Rio – Imprensa, poder e público (1880-1920), Rio, Ed. Vício de Leitura, 2000

Barbosa, Rui
A imprensa e o dever da verdade, Rio, Simões, 1957
Discursos parlamentares e jornalismo, Rio de Janeiro, Ministério da Educação, 1945

Bastide, Roger
O negro na imprensa e na literatura (seleção de José Marques de Melo), São Paulo, USP, 1972

Beltran, Luis Ramiro, e Elizabeth Fox de Cardona
Comunicação dominada – Os Estados Unidos e os meios de comunicação da América Latina, Rio, Paz e Terra, 1982

Braga, José Luiz
O Pasquim e os anos 70, Brasília, Editora. da UnB, 1991

Brener, Jayme, e Maringoni, Gilberto
Jornal do século XX, São Paulo, Moderna, 1998

Burbage, Robert e outros
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