Edilmar Norões
Diretor da Rádio Verdes Mares FM e da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e TV.
Entrevista realizada em 17/09/2007 por Fausto Silva.
Título: A força do rádio no Ceará
Fonte: Site: Radio Agência
Link: http://www.radioagencia.com.br/noticia.php?noticia=16375&categoria=2
A FORÇA DO RÁDIO NO CEARÁ
Com formação na área do Direito, ele tem, no entanto, uma vida inteira dedicada ao jornalismo.
Diretor de programação e da Rádio Verdes Mares FM, e colunista de politica do jornal Diário do Nordeste, ele está a frente da ACERT, Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão.
Falando exatamente sobre seu trabalho nesta Assciação, o RA conversou com José Edilmar Norões Coelho, mais conhecido como Edilmar Norões.
Rádio Agência – Quantas emissoras o Estado tem efetivamente e quantas participam da Associação?
Edilmar Norões - Em primeiro lugar eu gostaria de agradecer ao Rádio Agência, a oportunidade de divulgar nossa Associação. Nós temos associadas da ACERT, 104 emissoras de rádio, entre AMs e FMs, no interior do estado, 22 emissoras na capital, e 6 emissoras de TVs.
Inclusive cabe aí, um destaque, por enquanto nós temos as emissoras de rede, que são Rede Globo, retransmitida pela TV Verdes Mares; a TV Cidade, afiliada da Rede Record; a Rede SBT que é a TV Jangadeiro; mas temos também chegando até o Ceará, a Bandeirantes e a Rede Vida. Destaco que temos também uma emissora regional que é a TV Diário, com uma programação 24h voltada para o nordeste. Ela procura resgatar a cultura da região, com uma programação identificada com a terra, enfim, uma programação plural, eclética, e evidentemente que tudo isso, procurando colocar estação bem perto dos que formam o estado, e a região nordeste. Essa é a posição de emissoras do nosso querido Ceará.
RA - E como o Sr. avalia esses 30 anos de ACERT?
EN - Em nossa avaliação, ela tem cumprido sua obrigação, que é acompanhar de perto o dia-a-dia da radiodifusão, sempre na defesa dos seus direitos, dos princípios e procurando a cada momento levar a cada radiodifusor aquelas informações que são importantes às suas administrações. Para tanto, nós fazemos parte da ABERT, participamos de todos os eventos promovidos por ela, pois de lá trazemos informações precisas, necessárias para a radiodifusão. E nesses 30 anos o que nós temos dentro da ACERT – ontem com uma diretoria diferente, e hoje com essa- , é resguardar o bom nome da radiodifusão.
RA – Como a Associação atua neste momento na preparação das emissoras e profissionais para a chegada do Digital?
EN – Olha Fausto, é exatamente como eu havia dito. A ABERT, está sempre preocupada com as emissoras interioranas, as rádios que fogem do eixo Rio/São Paulo e do Sul do país, que é uma região bem desenvolvida no Brasil; ela está preocupada em que as emissoras do nordeste, por exemplo, do norte, acompanhem a evolução da tecnologia, daí vários encontros foram realizados pela ABERT para tratar desses assuntos. Nós temos reunido, vários radiodifusores através de palestras da área técnica, e cada um já procurando se interar do quanto será importante para a radiodifusão Cearense e nordestina, cooperar com essa evolução tecnológica. O Rádio Digital é uma realidade, nós já temos em algumas capitais do país programas já prontos para o que se refere ao rádio digital. Não temos nenhuma dúvida, que toda as emissoras do nordeste, mesmo com todas as suas limitações, irão acompanhar a evolução dos tempos. Não tenho dúvida, de que além da sintonia, o sistema irá melhorar a programação das emissoras de rádio.
RA – Como está à questão da isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) na aquisição de equipamentos importados para a instalação de Rádio e TV digital?
EN – No Congresso Brasileiro da ABERT, esta foi uma das boas notícias, dada aos radiodifusores. E naturalmente, com uma expectativa de que cada emissora possa participar desta conquista que a ABERT traz à radiodifusão brasileira. Nós gostaríamos, inclusive, de aproveitar, e dizer que no Congresso da ABERT, a ACERT apresentou uma moção onde defende para as emissoras, principalmente, as emissoras mais necessitadas, de várias localidades do interior do nordeste, que tenham um benefício, que seria uma redução do ICMS, no ítem energia. Nós sabemos que energia elétrica, é um dos fatores que mais contribuem para as dificuldades das nossas emissoras. Nós sabemos que eles não podem ter essa bonificação por inteiro. Mas por outro lado nós estamos pleiteando junto à ABERT, que haja por parte do CONFAZ ( Conselho Nacional de Política Fazendária ) a redução na tarifa da cobrança do consumo de energia elétrica.
RA – Várias ações bem interessantes já foram adotadas pela ACERT nos últimos anos, como a criação do Escritório do Rádio e a Cadeia Produtiva do Rádio. Pode nos dizer como funcionam e se há alguma novidade chegando?
EN – Sempre é importante, e é o papel da ACERT, buscar meios para melhorar as condições de trabalho das emissoras, ter ações que contribuam para que essas emissoras tenham um melhor desenvolvimento; tanto comercial, administrativo e de programação. Para tanto, estamos trabalhando no que nós diríamos ser planejamento, que é exatamente aquela cadeia evolutiva. Nós nos reunimos com agência de publicidade e com aqueles que mais de perto estão envolvidos com a radiodifusão, para discutir exatamente os problemas da área, ao mesmo tempo em que buscar soluções. Através de um bom planejamento, não temos nenhuma dúvida de que as emissoras poderão melhor desenvolver as suas atividades. O que também nós poderíamos dizer é sobre o guia do Rádio. Nós lançamos, no último Congresso nosso, em 2006, o Guia do Rádio. Ele é a radiografia da situação da radiodifusão do nosso Estado. E que eu acho até, e isso dissemos para a ABERT, que poderia ser uma posição a ser tomada por todas as entidades estaduais. E aqui vai um exemplo, se uma agência de publicidade em São Paulo quer conhecer a realidade da radiodifusão cearense, ela tem perfeitamente através do Guia do Rádio. Haverá uma segunda edição do Guia, já agora no Congresso que faremos, novembro próximo.
RA – Pois é, a ACERT está preparando exatamente esse congresso, que é o “Fala Nordeste”, é isso?
EN – Sim. É isso.
RA - Como será?
EN – Olha Fausto, esse Congresso da ACERT, era estritamente estadual. Então, articulados com os companheiros de Pernambuco, da ASSERP, chegamos à conclusão de que poderíamos ter um congresso nordeste. Mostraremos nesse congresso a força do Rádio e a região como um todo. Então neste sentido, é que estamos nos reunindo com cada um dos companheiros para traçar a programação que será cumprida neste “Fala Nordeste”. E quero dizer, aproveitando, ao comunicarmos essa decisão à ABERT, houve uma grande receptividade da sua presidência. Porque entende, o nosso querido presidente Daniel Slaviero, que será importantíssimo para a radiodifusão do nordeste poder ter um congresso nestas dimensões. E com o envolvimento da Embrasec (Empresa Brasileira de Seminários & Congressos), na organização, estamos acreditando ainda mais no sucesso total do nosso evento. Com a experiência da Embrasec, não tenho nenhuma dúvida em afirmar, já dissemos isso ao Edmilson Oliveira (proprietário da Embrasec), que o nosso congresso “Fala Nordeste” será coroado de pleno êxito.
RA – Existe algo que você gostaria de acrescentar?
EN - Eu gostaria apenas, aproveitando a oportunidade, de conclamar os nossos companheiros de toda a região nordestina, para que entendam a importância desta iniciativa. Cada um se conscientize de que sua participação será uma contribuição excepcional que podem dar em favor da radiodifusão. Se todos, como esperamos, tiverem essa conscientização, este nosso congresso mostrará ao nosso Brasil a força da radiodifusão do nordeste brasileiro.
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