Michael Jackson: As exéquias-show
Terça feira, após quinze dias de reality- show, na maior cobertura midiática de um funeral de que se tem noticia na história da humanidade, o corpo de Michael Jackson que não foi exibido, provavelmente pela dificuldade de se reconstruir um rosto já deformado em vida, foi sumido. Mais tarde milhares de fãs assistiram uma solenidade-show-fúnebre no ginásio da cidade; populares foram agraciados com ingressos sorteados, alguns dos boletos vendidos na internet por até dez mil dólares. Esse é definitivamente um fato novo para os estudiosos dos ritos da morte. No século XXI, paga-se, e caro, para assistir as exéquias de um grande astro.
O fato é que os funerais do Papa João Paulo II (2005) e de Michael Jackson (2009) são marcos referenciais da convergência tecnológica: os primeiros grandes funerais da história da imprensa com cobertura multimídia. Um privilégio que a princesa Diana não teve, falecida em 1997. Então a internet ainda engatinhava e os chamados portais de noticias começavam a ser estruturados, na época com uma proposta de serviços, entretenimento e e-commerce. Funerais de grandes personalidades sempre foram pautados pela mídia que de alguma maneira alimentou a comoção popular, mas nos casos recentes aqui referidos a convergência tecnológica enriqueceu o show. E no caso específico do Rei do Pop fez também a diferença na divulgação da morte. Um site de fofocas deu o furo que a grande mídia repercutiu, mas por zelo demorou a referendar.
Os grandes funerais
Fico a imaginar como teriam sido os funerais de João Pessoa, Getulio Vargas e Carmem Miranda, para citar alguns dos maiores eventos fúnebres da história do Brasil, em tempos de convergência midiática? Ou então os funerais de Jonh Kennedy que as circunstâncias da morte transformaram também num show? Ou, por que não, os funerais de Tancredo Neves e Ayrton Senna, estes com cobertura em tempo real, através da televisão, então presente em mais de 80% dos lares brasileiros? O assassinato de João pessoa (1930) foi repercutido pelos jornais, através de telegramas, mas foram as revistas semanais ( Revista da Semana, Fon-Fon e O Cruzeiro) que deram a verdadeira dimensão do fato com a divulgação das fotos do cortejo fúnebre.
A morte de Getúlio Vargas (1954) foi um furo do rádio, mas as circunstâncias do suicídio e os desdobramentos políticos valorizaram a mídia impressa, os jornais diários que extrapolaram nas tiragens. A televisão passou batida, então, com menos de cem mil aparelhos em uso e cobertura restrita ao Rio e São Paulo.Já o assassinato de Kennedy foi um fato radiofônico no Brasil, as televisões apenas exibiriam o vídeo do desfile em carro aberto e o tiro fatal, 48 horas após os acontecimentos, através de fitas de vídeo-tape distribuídas pelas agências de noticias via área. Com Tancredo e Ayrton Senna o show foi televisivo, cobertura em tempo real, a televisão pautando os jornais e as revistas.
Tudo isso é passado diante da convergência de tecnologias que abre novas expectativas em torno da divulgação da morte de um grande ídolo. A noticia do falecimento de Michael Jackson, por exemplo, diferente dos outros personagens aqui referidos, não teve uma fonte oficial; esse é também um fato novo. Relevante, mas não tão assustador quanto a perspectiva (hoje real) de no futuro se cobrar ingresso para assistirmos o show da morte.
Artigo de minha autoria originalmente publicado no Correio da Bahia em 09/07/2009



23 de Julho de 2009 às 10:39
Bom dia Nelson,
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Stella Verçosa
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27 de Julho de 2009 às 14:25
Nelson, parabéns pelo portal AlmanaqueDaComunicacao é uma grande fonte de pesquisa para meu Curso de Publicidade.
Gostaria de dizer que já fazendo o “Grande Show da Morte”, li em alguma revista este mês que uma ex-participante de um programa similar ao Big Brother, ao sair do programa descobriu que tinha um Cancêr terminal, e somente tinha algumas semanas de vida; Ela aceitou vender seus últimos anos de vida para TV.. Enfim, ela ganhou patrocínio para casamento, funeral e tudo mais… Agora não sei muito sobre isto, talvez você possa conseguir investigar mais.
http://www.cabecadecuia.com/gentevip/2009-03-09/ex-big-brother-com-cancer–quer-morrer-em-frente-as-cameras-42239.html
25 de Outubro de 2009 às 20:29
michael jackson foi o rei do pop e continuara sedo ele va fazer um falta a o mundo todo onde ele esteva quero q saiba q eu adoro ele demais e sempre lembrado pr mim e todos q vc esteja em paz..
5 de Abril de 2010 às 17:05
eu nunca vou esquer o michael jackson porque ele foi rei pop
A morte dele doime muito eu ate agora n acredito que o michael morreu
13 de Junho de 2010 às 20:13
michael jackson na minha opinião foi uma perda muito grande para seus fãs
eu em particular senti muito essa perda michael não era so um idolo
ele tambem fazia parte da minha familia e vai fazer para sempre
eu amo muito esse cara