Posts por Julho, 2007

Escândalo?Banco da Amazônia elimina 13 agências

31 dAmerica/Chicago Julho dAmerica/Chicago 2007

Essa é para entrar no Guiness. O Banco da Amazônia eliminou 13 das 16 agências de propaganda que concorriam à verba publicitária de 8 milhões de reais/ano. O curioso é o motivo: baixa qualificação, ou seja pontuação abaixo de 70 pontos. Não deveriamos duvidar da lisura do processo, mas é estranho o resultado, tendo em vista que participaram da concorrência as melhores agências da região. A turma da comissão de licitação não avaliou dessa maneira. Ou, eles não tem qualificação para julgar, ou participaram de uma grande armação. A verdade é que em meus 27 anos de colunismo nunca vi nada semelhante, eliminar 80% dos participantes. A entidade de classe local, Abap/pa, publicou anuncio posicionando-se contra o resultado. Enquanto isso chovem recursos das empresas que se sentiram prejudicadas.

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GP de Cannes passa de 4 milhões no YouTube

31 dAmerica/Chicago Julho dAmerica/Chicago 2007

No último fim de semana o comercial “Dove Evolution”, criado pela agência Ogilvy de Toronto, atingiu o pico de mais de 4 milhões de acessos no YouTube, um recorde extraordinário. O “Dove Evolution”, sem nenhum trocadilho, é um viral que evoluiu para comercial após o sucesso na web. Mas é claro que a recente conquista de dois Grand-Prix no Festival de Cannes 2007 (o de cyber e o de filmes) só fez turbinar a sua exposição na internet. Alias, a escolha pelo júri de um vídeo originalmente viral continua a gerar polémica. Questionamentos quanto à qualidade de produção. Também a sua vinculação com entidades beneficientes o que contraria o regulamento. Não poderia ser diferente. Digamos que deram um jetinho para enquadrá-lo como prêmio. E apenas por curiosidade, comparando a sua performance na internet, sabem quantos views registra o GP de Cannes 2006? Pouco mais de 52 mil acessos. 80 vezes menos do que o vídeo da Dove. Assista:

Brasil tem 791 cursos de comunicação

30 dAmerica/Chicago Julho dAmerica/Chicago 2007

Quarta feira é dia de volta às aulas na maioria dos 791 cursos de comunicação existentes no país, segundo levantamento realizado pelo blog, 241 deles no estado de São Paulo. Estes números referem-se apenas a cursos de comunicação presenciais;não relacionamos nesta estatística os virtuais, hoje se multiplicando por todo o Brasil. A maior oferta é dos cursos de publicidade e propaganda, disponíveis em 359 faculdades. O curso de jornalismo, por sua vez, é disponibilizado em 268 faculdades, o de relações públicas em 93, radialismo 47, editoração 14 e cinema 10. Quanto ao número de alunos o blog não tem números precisos, apenas estimativas. A nossa avaliação é de que hoje no Brasil há em torno de 180.000 estudantes de comunicação social, o que significa uma demanda de 45.000 novas vagas, no mercado, por ano. Confira outros indicadores de nossa pesquisa:

São 791 cursos disponibilizados por 424 faculdades

86,2% dos cursos são de faculdades particulares

13,8% dos cursos são de faculdades públicas

A oferta de cursos em Minas Gerais é de 71

A oferta de cursos no Amapá é de 1 e no Acre 2

Minuto de silêncio não tem adesão das entidades

30 dAmerica/Chicago Julho dAmerica/Chicago 2007

Estreou neste fim de semana com qualidade e frequência de mídia ainda muito tímida a campanha intitulada “Cansei” cujo objetivo é convocar os brasileiros para um protesto silencioso em 17 de agosto próximo, um minuto de silêncio, data em que o acidente com o avião da TAM estará completando um mês. Iniciativa da OAB-SP, com o apoio de várias entidades cívis, a ação, segundo seus idealizadores, não tem um vies político, seria apenas uma campanha cívica de protesto contra o caos aéreo, tráfico de drogas, corrupção… Em todo caso cabe obsevar que apenas a Associação Brasileira de Empresas de Rádio e TV-ABERT e Grupo de Mídia, dentre as entidades representativas da área de comunicação, endossaram a campanha. Não aderiram entidades como a Associação Nacional de Jornais-ANJ, Associação Brasileira de Imprensa-ABI, Federação Nacional dos Jornalistas-Fenaj, Associação Nacional de Editores de Revistas-ANER, Associação Brasileira de Agências de Publicidade-ABAP e Federação Nacional de Agências de Propaganda-Fenapro. Ou seja, o setor de comunicação não está apoiando efetivamente o movimento, em que pese a participação de entidades como a Febraban e a Fiesp. A tendência é a campanha ficar restrita a veículos de comunicação de pouca audiência, muita movimentação pela internet e uma ou outra inserção na grande mídia televisiva madrugada adentro. Assista ao vídeo da campanha

O pé frio da Caixa Econômica

29 dAmerica/Chicago Julho dAmerica/Chicago 2007

Vai ser pé frio assim no inferno. Me explico: durante tres semanas assistimos na Tv um comercial da Caixa Econômica Federal, criado pela TBWA/Br, com cinco atletas brasileiros como protagonistas, todos eles candidatíssimos à medalha de ouro nos Jogos Panamericanos encerrados hoje. Para começar a história, nenhum deles conquistou o cobiçado ouro e, se formos nos detalhes, vocês vão ter de concordar comigo quanto ao título deste post. O ginásta Rogerio Bispo, por exemplo, tomou uma queda durante sua apresentação na barra fixa, se machucou e o Brasil só conquistou a prata por equipes porque o regulamento permite descartar o pior resultado, o do Rogério claro. A Daiane dos Santos, por sua vez, machucou o tornozelo e nem chegou a competir, coube-lhe o ingrato papel de assistente, apoiando os seus colegas nos bastidores da competição. Já a Tais Souza acabou substituida de última hora nos aparelhos individuais pela novata Khiuani Dias e se ganhou duas medalhas de bronze no Pan não é mérito para quem vinha com o status de melhor desempenho individual do Brasil no último campeonato mundial da modalidade. Finalmente, o Vanderelei Cordeiro da Silva (esse a CEF sabia que era azarado) fávorito para vencer a maratona, abandonou a prova. Pois é, cinco garotos (as) propaganda de “ouro” que tropeçaram no Pan 2007. Vai ser pé frio assim no inferno.

A volta do Art Nouveaux na Propaganda

28 dAmerica/Chicago Julho dAmerica/Chicago 2007

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De um tempo para cá, dois anos se muito, a propaganda brasileira adotou um modismo gráfico, corrente nos anúncios publicados, especialmente em revistas. Trata-se do art nouveaux que os nossos criativos re-descobriram e resgataram através de formas visuais características que se traduzem em belas molduras; anúncios que agradam pela combinação de cores e a exploração de elementos da natureza: flores, pássaros e borboletas dentre outros. O novo grafismo nos remete à figura de Alphonse Muchá, artista plástico nascido na Moravia, atual Checoslovaquia, um dos ícones do modelo estético preponderante na propaganda no final do século XIX e inícios do século XX, em todo o mundo, inclusive no Brasil.Muchá foi seguramente o artista plástico que exerceu maior influência sobre esse modelo, referencial de sofisticação denominado de “Belle Epoque”, aplicado à propaganda. Diferente de Gaugin, Lautrec, Bornard, Klimt e outros grandes artistas que também enveredaram pelo art nouveaux, Muchá explorou com maior intensidade essa linguagem visual, com um viés comercial, aplicando-a na criação de cartazes e anúncios. A sua influência se fez manifesta no Brasil através do mestre português Julião Machado e seus discípulos brasileiros Calixto Cordeiro, Raul Pederneiras e J. Carlos, os maiores artistas gráficos da época, notabilizados pela criação de capas de revistas, caricaturas para as publicações semanais e mensais e também anúncios, centenas deles.
Para alguns críticos o art nouveaux é apenas um estilo ornamental. No caso especifico da propaganda esta conceituação foi mais do que verdadeira. O art nouveux era (e é ainda hoje) o valor agregado à criação. Na propaganda brasileira veio substituir as molduras tipográficas tradicionais, já desgastadas, baseadas em arabescos e sinais fartamente divulgados durante quase um século. Então, enveredamos por um outro caminho, uma outra linguagem visual com prevalência de curvas, os produtos no contexto de sedutoras figuras femininas envoltas em longas cabeleiras, ornamentos de flores, mosaicos, pássaros, borboletas, estrelas… Elementos que ainda hoje nos seduzem, ainda mais com os recursos que os programas de imagem possibilitam aos nossos diretores de arte. Saudemos o estilo art nouveaux como diferencial na propaganda; enquanto não for banalizado será sempre um colírio para os olhos. Como a imagem do anúncio de Muchá aqui reproduzido.

Marca da Coca Cola vale US 65,3 bilhões

27 dAmerica/Chicago Julho dAmerica/Chicago 2007

A Coca Cola continua sendo a marca mais valiosa do mundo, sete anos na liderança do ranking, segundo o relatório Best Global Brand 2007 divulgado hoje. A pesquisa publicada na revista Businnes Wek estimou o valor de marca da empresa de bebidas em 65,3 bilhões de dólares. A metodologia para avaliação de uma marca compreende variáveis como faturamento da empresa fora do país de origem, informações de marketing, avaliação na Bolsa de Valores, projeção de lucros por cinco anos, etc. Chama a atenção o fato de 52 das 100 marcas de maior valor serem dos EE UU, 36 da Europa e 12 da Asia. Ou seja, nenhuma empresa da América Latina. Entre as dez primeiras do ranking Coca Cola, IBM e GE são empresas fundadas no século XIX. Maiores informações sobre este assunto veja no site www.businessweek.com

Bebê Johnson’s de 40 anos

27 dAmerica/Chicago Julho dAmerica/Chicago 2007

O Bebê Johnson’s da foto, o sergipano Carlos Kleber Nabuco Teixeira Junior, é hoje um senhor de 40 anos. Ele foi um dos vários bebês a receber a coroa de ouro na década de 60 quando a empresa lançou no Brasil aquela que seria uma das mais impactantes ações promocionais de todos os tempos. Aproveito para sugerir à empresa que localize ele, a garota Ana Luisa e outros tantos coroados para criar um fato de mídia na campanha que está no ar, divulgando a volta do concurso. O fato é que pais e mães corujas, naqueles idos, fotogravam os seus filhos em poses que iam do tradicional “engatinhando” até “andando” e outras produções mais sofisticadas, tudo no intuito de sensibilizar o júri que deveria escolher um entre mais de dez mil candidatos de todo o país. As pessoas enviavam cartas contendo as fotos, a maioria em P&B pela dificuldade que ainda se tinha de se processar a cores. Era um concurso voltado para a classe média, as fotos costumavam ser produzidas em estudios profissionais e o padrão escolhido (coroado) era ariano como o Kleber da foto. Um dia o concurso acabou, mas o recall perpetu-ó na memória de gerações que não vivenciaram a promoção. Todos nós já ouvimos falar alguma vez em tom de elogio, deboche, ou mesmo saudade “parece um bebê Jonhson’s”. Por falar nisso você conhece alguém de fato coroado como Bebê Johnson’ s. ?

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Mais uma da Ivete

26 dAmerica/Chicago Julho dAmerica/Chicago 2007

A cantora baiana Ivete Sangalo é a mais nova garota propaganda da Phillips, o anúncio oficial foi feito hoje. A sua contratação faz parte de uma estratégia de aproximar a empresa dos consumidores. Ivete será a porta voz no Brasil do conceito global da companhia “sense and simplicity”; segundo diretores da Phillips a cantora se identifica com esses valores. Mas o que chama a atenção nesta noticia é que mais uma grande marca recorre à imagem de Ivete para promover os seus produtos. Nenhum outro artista no Brasil teve tamanhã exposição na mídia em campanhas publicitárias. Apenas para lembrar as mais recentes, veja os produtos divulgados pela cantora nos últimos três anos:

Nova Schin

Kopenhagen

Avon

Grendene

Danone

Garnier(L’Oreal)

Bradesco

Chevrolet

Arisco

Sagres Chopp (Lisboa)

Niemeyer vai presidir comissão de imprensa

26 dAmerica/Chicago Julho dAmerica/Chicago 2007

O arquiteto Oscar Niemeyer vai presidir a comissão de honra recêm instituida para as comemorações do Centenário da Associação Brasileira de Imprensa-ABI que transcorre em 07 de abril de 2008. Alias o ano em que se comemora, também, o bi-centenário da imprensa no Brasil, mês de julho. A escolha de Niemeyer, ele mesmo prestes a completar 100 anos de vida em 15 de dezembro próximo, é uma homenagem merecida já que o arquiteto é um dos baluartes deste país em defesa das liberdades e o seu nome uma referência internacional. É curioso que essa questão da liberdade, tão debatida nos últimos tempos, volte a ficar em evidência, num momento em que crescem os movimentos contrários a ela. Não apenas dentro das esferas governamentais onde se cristaliza o conceito de “imprensa responsável”, mas dentro da própria classe onde se multiplicam os defensores da tese “imprensa com restrições e fiscalização”. Sem dúvida 2008 trará a tona esse debate, por conta das comemorações aqui referidas. A oportunidade de afirmarmos as nossas convições em torno desse assunto. Afinal: somos contra ou a favor da liberdade de imprensa ? Ou como querem alguns: “a favor, mas no mucho”.