Colaboração online, mídia locativa e computação ubíqua
Autor:
Francisco Madureira
Ensaio produzido em dezembro de 2007, resultado de estudos Cibercultura e Convergência em pesquisas de mestrado na Escola de Comunicações e Artes da USP (Universidade de São Paulo).
Resumo:
Enquanto o jornalismo migrava para uma nova plataforma de distribuição, há cerca de uma década, tinha início uma jornada sem passagem de volta —a transferência de conteúdo para a plataforma digital acarretaria mais do que um simples “reempacotar”, mas toda uma adaptação de linguagem e a produção própria para um veículo dinâmico e perene. Os anos e as bolhas passaram, e uma infinidade de serviços começaram a surgir com as possibilidades da Internet móvel e da Web 2.0. Grande parte dos veículos de comunicação tradicionais, no entanto, permanecem no dilema entre conteúdo gratuito ou pago, enquanto uma torrente de novas formas de comunicação jornalística surgem rumo à computação ubíqua e à indexação do mundo sensível. A tendência acabou por permitir que empresas de software e tecnologia começassem a abocanhar fatias substanciais de um bolo que, antes, só alimentava a mídia
tradicional —a publicidade. Sejam as empresas de mídia ou as gigantes da tecnologia, as organizações que primeiro compreenderem os impactos que a computação ubíqua e a mídia locativa trarão ao consumo de conteúdo nos próximos anos terão a possibilidade de criar novos cenários e reunir usuários em torno de jogos colaborativos capazes de atrair tráfego e receita. Eis o porquê.
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Fonte: Biblioteca on-line de Ciências da Comunicação - bocc
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